A Mesa Diretora do 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto, comunica que no período de 12 a 31 de maio de 2017, estará recebendo indicações para graduação de novos Acadêmicos, de acordo com as normas regulamentares, conforme decisão registrada em ata no dia 15 de abril de 2017.

Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os abandonados. Foi severamente criticado pelos seus contemporâneos parnasianos por seu estilo despojado, fluente e coloquial, estilo este que acabou influenciando os escritores modernistas.
Lima Barreto queria que a sua literatura fosse militante. Sua literatura tinha a finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras dos costumes e de práticas que, na sociedade, privilegiavam pessoas e grupos. Para ele, o escritor tem esta função social.
Leituras recomendadas    

 

Darcy Ribeiro e o povo brasileiro

Nós, brasileiros, ainda temos muito a fazer pela nossa autonomia enquanto nação. As nossas conquistas mais importantes ainda hão de vir, e não são, ao que se supõe à primeira vista, as de ordem econômica. Antes delas, e até mesmo como base para elas, precisamos, sim, conquistar definitivamente a nossa autonomia cultural como nação, patenteando os direitos de igualdade racial e permitindo que o brasileiro se expresse culturalmente como "brasileiro", livre, sem se importar com o ranço de qualidade que as nossas elites insistem em manter para garantir seus privilégios.
A propósito, até mesmo como introito a este indispensável entendimento, sugerimos a leitura do texto de Voltaire Schilling, com edição de André Rocha, sobre o que pensava um dos nossos mais brilhantes pensadores: Darcy Ribeiro.

O “jeitinho brasileiro”

Ontem reencontrei nos meus guardados um texto muito bem produzido pelo competente jornalista e escritor Rodrigo Cavalcante, publicado na revista Superinteressante, de setembro de 2005, tratando da origem do nosso “jeitinho brasileiro”, nosso modo de falar e da nossa “malandragem”. É uma leitura recomendável e que apresentamos abaixo com pequenas adições de Luiz Carlos Martins, que em nada alteram o conteúdo do original.

Cora Coralina, uma vida passada a limpo

Senhora de poderosas palavras, Cora escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Cora parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Divulgação nacional
Foi ao ter a segunda edição (1978) de "Poemas dos becos de Goiás e estórias mais", saudada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil, em 27 de dezembro de 1980, que Cora Coralina, ganhou a atenção e passou a ser admirada por todo o Brasil. "Se há livros comovedores, este é um deles." Manifestou-se Drummond.
A primeira edição desse livro foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.

"Uma nação sem ideal desaparece
rapidamente da história."
Gustave Le Bon

Gustave Le Bon foi sociólogo, autor de várias obras nas quais expôs suas teorias sobre o comportamento de manada – a Psicologia de Massas - que vieram, posteriormente, a servir de escora aos princípios modernos da publicidade e do marketing.
O estudo, principalmente da questão do “contágio social”, é de importância fundamental para escritores pois que permite o entendimento de como as ideias são absorvidas pelo leitor e como podem contagiar o seu universo pessoal.


"Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar."
Millor Fernandes - Rio - 1923-2012